A região do Douro está intrinsecamente ligada à produção de vinho, a sua relação perdura há milhares de anos, sendo que, a presença da uva na região, remonta ao século XX a.c.. A chegada do Império Romano, no século I d.c., revelou-se benéfica para a agricultura da região, tendo sido construídas pontes e estradas, impulsionando desta forma o cultivo da vinha. Nesta altura, a vinha começa a assumir um papel de relevo na região, assistindo-se à criação de algumas vilas dedicadas, apenas à produção de vinho.
Findo o Império Romano, Suevos e Visigodos, a partir do século V, ocupam a região do Douro, seguindo-se os Muçulmanos no século VIII. Através de D. Afonso Henriques, a 5 de Outubro de 1143, século XII, nasce Portugal como nação. O Cristianismo, adotado por Suevos e Visigodos, revelou-se um catalisador para desenvolver e prosperar a região do Douro. Seguindo-se ao nascimento de Portugal, a ordem de Císter, instalou-se na região, criando mosteiros, impulsionando assim o desenvolvimento da região na atividade agrícola.
A cultura da vinha continua a prosperar, até que na época dos descobrimentos, a cidade do Porto e o rio Douro, assumem uma importância estratégica para o crescimento e procura de vinhos da região do Douro. A cidade do Porto funcionava como mercado, onde a prosperidade, comercial e económica da época exigia bastante procura pelos vinhos da região do Douro. O rio Douro atuava como ponto de ligação entre a zona vitícola e a cidade do Porto.
Durante o século XVII e XVIII, a Inglaterra torna-se rapidamente o maior consumidor de vinhos do Douro, para facilitar as trocas comerciais, é, em 1703, assinado o tratado de Methuen, que apresentava como contrapartida a introdução de tecidos Britânicos em território Português. A elevada procura pelos vinhos da região do Douro, leva ao consequente aumento de preços, onde em meados do século XVIII, se abate uma crise na exportação dos vinhos da região, devido a supeitas sobre adulteração de vinhos por parte de alguns produtores. Esta crise de confiança levou à diminuição da procura de vinhos do Douro, fazendo com que os preços dos vinhos caíssem abruptamente, devido ao excesso de oferta.
Em 1756, através do Marquês de Pombal, a região assiste à sua primeira demarcação, recorrendo a marcos de granito, gravados com a palavra “Feitoria”. Esta ação visava restaurar a qualidade dos vinhos do Douro e restabelecer a confiança dos consumidores internacionais, especialmente, a Inglaterra.
Em meados do século XIX, algumas doenças de videira, nomeadamente, oídio e filoxera, danificam e levam à morte de muitos vinhedos do Douro. No entanto, com o alargar da zona demarcada, o desenvolvimento da viticultura e o aparecimento de novas e mais eficientes práticas de cultivo e produção de vinho erradicam de forma definitiva este problema.
Atualmente, a região do Douro é dotada de caraterísticas singulares, onde sobressai a construção de vinhas por patamares, delimitadas por muros de xisto, denominados de socalcos. Esta paisagem, foi adquirida, sobretudo nos anos 70, o que levou a que, em 2001, devido às alterações provocadas pelo homem, o Alto Douro Vinhateiro fosse considerado Património Mundial pela UNESCO.
É proibida a venda ou colocação à disposição de bebidas alcoólicas a menores de 16 anos (artigo 2º do DL 9/2002 de 24 de Janeiro).